Escores ATRIA, CHADS2 e CHA2DS2-VASc. Qual deles melhor prediz a ocorrência de AVC em pacientes com fibrilação auricular? | ANGOMED NEWS
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Escores ATRIA, CHADS2 e CHA2DS2-VASc. Qual deles melhor prediz a ocorrência de AVC em pacientes com fibrilação auricular?

Vários estudos avaliaram a sensibilidade dos escores CHADS2 e CHA2DS2-VASc como ferramentas de estratificação do risco de acidente vascular cerebral (AVC) em pacientes com fibrilação atrial ou fibrilação auricular (FA). Por isto estas ferramentas são usadas por neurologistas e cardiologistas – e também recomendadas por várias diretrizes –  quando se vai avaliar o início ou não de anticoagulação para a prevenção de AVC.

Em anos recentes (2013), uma nova ferramenta de estratificação foi desenvolvida e validada: os escore ATRIA (Anticoagulation and Risk Factors in Atrial Fibrillation). Leia o estudo ATRIA aqui.

Um estudo (coorte) recente comparou CHADS2 e CHA2DS2-VASc com o ATRIA em termo de capacidade de predizer a ocorrência de AVC isquêmico e o seu impacto no tratamento com anticoagulantes em pacientes com FA. Foram incluídos 60594 pacientes com FA entre 1998 e 2012, sem uso de anticoagulante (varfarina). Os pacientes foram seguidos desde a data do diagnóstico até a ocorrência de AVC isquêmico, início do tratamento com varfarina, morte ou final d estudo.

A taxa de ocorrência de AVC foi de 2.99%. Para os indivíduos classificados como risco moderado ou alto com CHA2DS2-VASc, a ocorrência de evento foi menor em relação aqueles classificados pelo ATRIA e pelo CHADS2. A idade e o antecedente de AVC foram os que melhor predisseram a ocorrência de AVCi.

Artigo publicado em J Am Coll Cardiol; 2015 Oct 27; 66 (17)1851-1859; HA van den Ham, OH Klungel, DE Singer, et al

A fibrilação auricular

A  fibrilação atrial é uma arritmia supraventricular caracterizada por activação atrial desorganizada, afecta principalmente pessoas mais velhas (> 60 anos). No eletrocardiograma caracteriza-se por (1) intervalos R-R irregulares (quando existe condução atrioventricular), (2) ausência de onda P e (3) actividade atrial irregular. Os mecanismos causais são multifactorial e a abordagem clínica pode ser complexa.

Leia mais as Diretrizes sobre o manuseio de pacientes com Fibrilação Atrial

 

Especialidades: Arrimia , Cardiologia Palavras-chave: , , ,

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